LGPD afeta a estratégia Data Driven?

A LGPD, Lei Geral de Proteção de Dados, entrou em vigor no segundo semestre de 2020 e desde então gera muitas dúvidas.  Agora, a coleta de dados deve ser autorizada pelas pessoas que podem até mesmo questionar as empresas e órgãos públicos o que será feito com as informações – além de como pode afetar soluções data driven.

Explicaremos o que muda com essa lei a seguir, porém uma questão muito falada é sobre como o marketing digital agirá a partir dessas novas regras. O que mudou? Isso porque, muitas das estratégias dessa área usam dados pessoais para promover serviços, produtos ou marcas.

Uma das tantas técnicas usadas neste segmento é o data driven que usa todo tipo de informação para tomar decisões no ambiente profissional. É feita para mapear tendências e principalmente, entender o comportamento do público alvo de uma empresa.

Ter esses conhecimentos é importante para diversas áreas, principalmente a de Marketing Digital, que precisa de dados para segmentar campanhas e atingir potenciais clientes de uma marca.

Por isso, o questionamento sobre o que acontecerá com este segmento após a LGPG é frequente. Como será feito Data Driven com essa nova lei? É o que responderemos ao longo deste conteúdo.

Antes disso, é importante entender o que é essa nova lei, quais as regras do uso de dados e também ter o conceito de data driven bastante claro na mente. Assim, entenderá como esse processo funcionará a partir de agora.

Acompanhe! Saber sobre este tema é importante para evitar transtornos futuros, já que se descumprir, assim como todas as outras, sofrerá punições e multas. Então, fique atento.

 

O que é LGPD?

De fato, o uso de dados pessoais no ambiente digital cresceu muito ao longo dos anos. Atualmente, é difícil encontrar empresas que não usem informações como essas em suas estratégias.

Tendo isso em vista, a LGPD foi criada para regulamentar essa atividade e evitar que alguns usem esses dados para algum mal. Como o volume do uso de dados aumentou muito, uma lei como essa se fez necessária.

Mas afinal, o que é a LGPD? Ao contrário do que muitos imaginam, não está proibido usar informações das pessoas para benefício de empresas. Desde setembro de 2020, quando entrou em vigor, essa lei coloca algumas regras para esta atividade.

Agora nenhuma empresa poderá ter e tratar dados pessoais e sensíveis sem comunicação e o prévio consentimento do usuário e/ou cliente. Então, será preciso de uma permissão para a coleta e uso dessas informações.

Caso o dado seja de um menor de idade, a LGPD exige que o uso deve ser autorizado pelos seus responsáveis. Nestes casos, a pessoa ainda pode solicitar alterações, exclusões e complementações das informações.

Todo cidadão pode questionar para qual finalidade suas informações serão usadas.

 

O que são dados pessoais e sensíveis?

Como vimos, algumas regras foram criadas. Para entender como segui-las é de extrema importância entender de que dados estamos falando. Ainda mais porque os chamados de sensíveis são pouco conhecidos.

Dados pessoais são os mais usados: nome, endereço, idade, e-mail, dados de cadastros, número de documentos, telefone, endereço, entre outros. Ou seja, são informações que podem levar à identificação do cidadão.

Já os sensíveis, se referem ao sexo da pessoa, opiniões, ideologias, religião, posicionamento político, dados bancários, raça e outros diversos dados ainda mais íntimos.

Sabendo disso, pode evitar ao máximo o descumprimento desta lei. Se empresas, por exemplo, coletarem e compartilharem dados de clientes ou colaboradores com terceiros sem autorização, as penalidades podem ser enormes.

Desde ações administrativas, judiciais e reputacionais, como multas de até R$ 50 milhões e paralisação das atividades, são algumas das medidas corretivas contra quem não seguir os cuidados que a LGPD exige.

 

O que é data driven e o que muda com a LGPD?

Traduzido ao português, este termo significa “guiado por dados”. Nome que explica exatamente o que é data driven. Como mencionamos no início do conteúdo, é uma técnica que usa dados para a tomada de decisões dentro de empresas.

Então antes de lançar um produto, por exemplo, a marca analisa diversos tipos de informações de seus possíveis clientes para entender se será um sucesso, se precisará adaptar alguns pontos importantes e como fazer sua divulgação.

São dados, como gênero, idade, gostos, entre tantos outros. Então, a maioria das empresas de diferentes segmentos, incluindo de marketing digital, não usam dados para prejudicar as pessoas.

É apenas um método para conhecer melhor os clientes e alavancar as vendas, tornar a marca popular ou qualquer que seja o objetivo. Por isso, data driven não deixará de existir.

 

Como fica o data driven com a LGPD?

Assim como diversas estratégias, está apenas terá que se adaptar. Como? O campo termo de política e privacidade deve ser mais claro e conciso, para que todos possam entender o que está prescrito antes de assinalar o “li e concordo”.

Agora, na coleta de dados, será necessário deixar claro que ao preencher determinado formulário, por exemplo, estará autorizando o uso de dados. E claro, compartilhar essas informações com terceiros é proibido.

São algumas das medidas que possibilitam que o data driven continue atuando no mercado, assim como outras técnicas.