História da Black Friday

História da Black Friday

Por ROI Mine

Com certeza você já ouviu falar na Black Friday, não é? A tradição americana é uma data muito esperada por lojistas que querem vender bem e também por consumidores ansiosos por comprar produtos muito desejados por preços inacreditáveis!

Se ao invés de se perguntar “quando é a Black Friday” você tem a curiosidade de saber de onde veio e como este evento anual começou, está no lugar certo.

Dando sequência em nossa série Esquenta Black Friday, nós queremos te contar tudo sobre a história desta data tão atrativa para diversos países. 

 

Teorias sobre a origem da black friday

Como é de se esperar, não sabemos de fato qual é a verdadeira origem da Black Friday – já que existem diversas teorias e explicações com acontecimentos e datas completamente diferentes para contextualizar o evento. 

Ainda que a incerteza do marco exato para a criação da data continue marcando presença até hoje, confira as teorias mais conhecidas:

 

Pós-feriado com compras!

Por mais que aqui no Brasil não seja pós-feriado, a Black Friday acontece sempre na quarta sexta-feira de novembro, que é logo após o Dia de Ação de Graças (tradicional recesso para os norte americanos). 

Nesse dia, nossos colegas de cima reúnem-se em família para que juntos possam agradecer e partilhar um banquete com pratos clássicos de Ação de Graças.

Com isso, você já pode até imaginar de trânsito pós-feriado, não pode? Realmente um caos. 

Para ajudar, no ano de 1960, acontecia um clássico do futebol americano. O time da Academia do Exército Americano (Army Black Knights) jogou contra o da Academia da Marinha (o Navy Midshipmen).

Carros para todo lado. Tudo parado. Pessoas de todo país. Foram essas características que levaram policiais de uma cidade da Filadélfia a apelidar essa sexta depois de ação de graças como “sexta-feira negra”. 

Considerando outro lado da história, nem tudo era ruim nessa data. Os comerciantes aproveitaram da situação para que surgissem promoções dignas de atrair a atenção das pessoas que movimentavam a região naquele único dia. 

Em 1980 as promoções pós ação de graças já eram encontradas por todo o país!  

 

Teoria da caneta!

Diferente do que estamos acostumados aqui no Brasil, anotando os lucros em azul e os prejuízos em vermelho, os comerciantes dos Estados Unidos seguiam o  padrão de marcar os lucros com caneta preta e prejuízos com a vermelha.

Por coincidência linguística com o termo adotado pela polícia quando se referiam ao trânsito, a sexta depois do feriado era o dia em que as vendas finalmente saíam do vermelho – já que conseguiam vender mais e finalmente marcar lucros usando a caneta preta!

É possível que essa associação tenha sido importante para alavancar o nome Black Friday, uma vez que fazia sentido para dois grupos: os policiais e os comerciantes.

 

Teoria do feriado “prolongado”

Sabe quando você abre o calendário e percebe que vem um feriadão na quinta? Para nós, isso é sinônimo de final de semana antecipado. O descanso começa na quinta e acaba no só domingo!

Mas, nos EUA, nem todos os feriados tem emenda. Pelo ou menos não de acordo com os proprietários das empresas. 

Tudo isso para contar nossa próxima teoria: na década de 1950, os donos de fábricas chamavam à sexta-feira após o Dia de Ação de Graças de “Black Friday” porque nenhum funcionário aparecia para trabalhar.

 

Teoria da queda do ouro!

Há também quem diga que a expressão “Black Friday” surgiu no ano de 1869. 

A história é a seguinte: naquele ano, dois acionistas de Wall Street (Jay Gould e Jim Fisk) decidiram que deviam comprar grandes quantidades de ouro e assim poderiam ter lucro vendendo por preços bem maiores. O problema foi que, logo em uma sexta-feira, o mercado do ouro quebrou e assim fez com que os investidores tivessem que vender esse tipo de mercadoria por um valor muito menor do que o esperado para evitar prejuízo.

Sendo assim, a palavra black era uma referência à crise instaurada às empresas de Wall Street.

 

Teoria do Papai Noel

Você achou que tinha acabado, não é? Mas ainda tem teoria por aqui… 

Conta-se que depois de um longo ano financeiramente ruim, depois do dia de Ação de Graças, chega sempre a época mais generosa. Com o Natal chegando, os saldos positivos começam a aparecer! 

Se essa teoria não fez sentido para você, é só lembrar da caneta. Você se lembra que os comerciantes de lá não marcam os lucros em azul? Então! Depois de muito tempo só usando a caneta vermelha, na sexta-feira em que as buscas pelas compras natalícias têm início, os comerciantes finalmente começam a ver os números pretos – o que indica lucro.

 

Teoria de indução ao consumo

O dia de Ação de Graças nos EUA pode não servir só para estar junto da família! Nessa data acontecem grandes desfiles nas principais ruas do país. O “problema” (ou solução, dependendo do ponto de vista) é que geralmente esses desfiles são patrocinados por grandes marcas. 

Ou seja, a data serve essencialmente para agradecer e rever parentes, mas também é útil para induzir o consumo!

A tradição de assistir desfiles começou no final do século XIX e permanece até hoje. 

Essas paradas sempre contam com alguma referência ao natal – representando situações como a chegada do papai noel. Por esse motivo, o evento marca oficialmente o início das compras de fim de ano.

Legal perceber que as teorias estão relacionadas, né?!

 

Black Friday no Brasil

Nós não comemoramos Ação de Graças, mas não faz mal nenhum aproveitar as ofertas Black Friday aqui!

Por mais que a data não esteja associada aos marcos históricos apresentados nas teorias acima, nós brasileiros podemos aproveitar os melhores descontos do ano graças a globalização.

É isso mesmo, meus queridos! A internet foi o elo de ligação entre o Brasil e as promoções Black Friday.

Em 2011 surgiu um site chamado Busca Descontos! Acessando o domínio blackfriday.com.br era (e ainda é) possível chegar a esse site e aproveitar promoções aqui no Brasil no mesmo dia em que acontecia a Black Friday nos Estados Unidos.

Com a famosa aposta desse site, mais de 50 lojas online acompanharam o movimento e começaram a lançar promoções também. 

Nota-se que, diferentemente dos Estados Unidos, a Black Friday aqui começou como um evento exclusivamente online. 

 

Black Friday no Brasil é real?

Infelizmente nem todas as lojas, inclusive grandes marcas, aproveitam a data como deveriam. 

Os consumidores começaram a perceber que não valia tanto a pena se desgastar em ficar acordado até 00h do dia da Black Friday ou acampar em frente às grandes lojas como os americanos fazem, porque tudo saía apenas pela “metade do dobro”. 

Qual é o truque das lojas? Aumentam o preço dias antes da Black Friday no Brasil para oferecer descontos irreais e vender pelo preço original!

Ou seja, nenhuma promoção. Por isso, o termo “black fraude” ficou bem conhecido e nem todas as pessoas consideram essa data como algo importante. 

Visto que essas ações implicam em descumprimento das normas do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e também podem impactar negativamente o nome da marca, hoje podemos acreditar nos preços. A repercussão nas redes sociais de falsos descontos estão entre os medos desses grandes negócios! Ninguém quer ser flopado ou bloqueado pela internet – principalmente em uma data que podem aumentar os lucros significativamente.

Temos uma dica interessante e super importante para quem quer evitar essas fraudes: faça uma lista do que pretende comprar alguns dias antes e faça uma pesquisa de preços em pelo menos três lugares diferentes (sejam espaços físicos ou virtuais).
Tendo esses preços anotados, você vai saber realmente o que está em promoção e o que não está quando chegar a Black Friday!

Isso também é interessante para que você não gaste dinheiro atoa! Planeje o que pretende comprar, guarde um caixa extra e pesquise sobre os preços. Assim você não cai em nenhuma armadilha (nem de gastar demais quando não pode).

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